quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

As histórias de D. Pedro e D. Inês de Castro

Quem não conhece a famosa história de Pedro e Inês, um dos romances trágicos mais belo da história portuguesa?

D. Pedro, casado com D. Constança, de Espanha, não sentia amor pela sua esposa, mas sim por uma das suas aias: D. Inês de Castro. Esta relação amorosa não era bem vista, pois havia o receio de D. Inês querer tomar Portugal para os espanhóis, então, D. Afonso, pai de D. Pedro, proibiu Inês de viver no nosso país. Esta decisão não teve resultado pois o casal foi morar para a fronteira de Portugal, e mal D. Constança faleceu, Pedro e Inês casara-se.
D. Afonso, consciente dos receios do povo e influenciado pelos seus conselheiros, mandou assassinar Inês.
O assassínio teve lugar na conhecida Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Diz-se que a mancha de sangue deixada por Inês na fonte ainda lá está.
Quando D. Pedro subiu ao trono uma das primeiras coisas que fez foi vingar a morte de D. Inês de Castro executando de modo cruel os ex-conselheiros do pai, mandando arrancar-lhes o coração, pois dizia que era assim que se sentia desde que D. Inês tinha morrido. O mais chocante de toda a história é que D. Pedro elevou D. Inês de Castro a rainha já depois de morta e obrigou toda a corte a beijar a mão do cadáver.
Esta história inspirou grandes poetas, como Luís de Camões, que retrata este episódio num dos cantos de "Os Lusíadas".